Do início do prazer até o fim da eternidade

DO INÍCIO DO PRAZER ATÉ O FIM DA ETERNIDADE

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Do início do prazer até o fim da eternidade
Do início do prazer até o fim da eternidade

Normando a colocou na cama com uma certa delicadeza e depois ficou olhando aquele corpo moreno, mignon e bem feito que já de bruços o aguardava. Antes, ela pagara um boquete sem precedentes, sugando até as bolas do primo. Eibe casou-se cedo com Teodoro, um rapaz bem jovem, trabalhador nato desses de fábrica com cartão de ponto a espera da promoção para supervisor. Uma vida entediante e dura com o sonho de terminar a faculdade.

Enfim, para Eibe, a sensação de que nada mais podia ser feito a dominava e então ela pensa que não há mais jeito a não ser senti-lo por trás, dentro de si, queimando a pele e as entranhas­­­ e então, Normando a cobre se encaixando perfeitamente em seu traseiro moreno e macio. Ele a penetrou muito fundo até a alma e até que ela adormecesse de tanto chorar, talvez, pelo tesão acumulado desde a adolescência. Desse dia em diante viraram amantes e Normando passou a freqüentar diariamente o apartamento da prima.

A primeira vez que Eibe deu para um homem foi exatamente para o então marido, uma transa insossa, cheia de sangue e desconforto que ela quis esquecer, acreditando que com o tempo e o casamento tudo fosse ficando mais gostoso: vida a dois, amor e sexo, mas na verdade o sonho de princesa nunca dará certo. Um marido esgotado, sexualmente egoísta, ejaculação precoce, nada de sexo anal, oral, preliminares, carícias e doçura. Apenas a robótica penetração vaginal duas vezes por semana.

Recém casados e morando na mesma rua de um primo solteiro que lhe indicara um apartamento de aluguel no segundo andar, ela sentia o peso da solidão de dona de casa, ainda sem filhos e sem muita experiência com a rotina. Não demorou muito para que Normando, o primo dedicado e companheiro passasse a frequentar o apartamento realizando tarefas de um marido de aluguel, que entre outras coisas, troca uma lâmpada queimada, instala o aparelho de telefone, ajusta os canais da TV e a antena, ajeita o computador e troca a resistência do chuveiro elétrico. Aliás, esse foi o ponto de partida, o estopim da bomba e o começo do prazer para Eibe.

Numa dessas manhãs cinzentas e frias em que não se quer sair da cama, Eibe ligou para o primo pedindo sua ajuda, pois a água do chuveiro não esquentava. Ele a atendeu prontamente e certamente já com segundas intenções, pois sabia que ela estaria mais uma vez sozinha, tentando tomar o banho matinal e imediatamente a imaginou enrolada na toalha, linda e apetitosa como sempre. Dito e feito, Eibe o atendeu só com a toalha em volta do corpo e outra na cabeça feito um turbante, nada que o espantasse, pois era muito experiente e imediatamente fingiu uma normalidade de situação. Entrou, foi direto ao banheiro, trocou a resistência e fez um teste para ver se a água esquentava. Pediu que ela pusesse a mão na água para sentir a temperatura e então ao se inclinar ela se desequilibrou deixando a toalha cair e tudo mudou. Normando segurou seu corpo nu pela cintura e a puxou contra si num esforço para que ela não caísse. Ela se assustou e deu um gritinho, mas ele, astuto, olhou-a no fundo dos olhos e num rompante de coragem a beijou com paixão. Ela tentou entender tudo enquanto ele a beijava, mas aquilo já não era mais possível e ela deixou seu corpo em suas mãos, a alma e os sentimentos que a inundaram naquele momento. A água quente caía em seus corpos acariciando a pele. Lascívia, ternura e tremores no dia em que tudo mudou.

Nesses dias frios de inverno, transavam como loucos e só saíam da cama para comer e tomar banho. Certa vez, completamente exauridos, pegaram no sono depois de uma transa descomunal. Faltava pouco para que Teodoro voltasse do trabalho quando acordaram assustados. Eibe escutara o barulho do carro entrando na garagem, então recolheu as roupas dos dois e correu para o banheiro e em seguida mandou que Normando entrasse no armário bem rápido, mas era tarde, pois Teodoro já estacionara o carro e vinha subindo para o apartamento. Normando se escondeu debaixo da cama e se preparou para morrer assassinado enquanto Eibe fingiu estar no banho. Preso como num caixão, Normando teve que passar parte da noite ouvindo Teodoro comendo mecanicamente a xoxota de sua amada esposa até que, satisfeito, caísse para o lado num sono profundo e revigorante. Eibe fez sinal com a mão na lateral da cama e Normando saiu de lá ainda pelado.

Ao se levantar, viu que Teodoro dormia o sono dos justos, além de roncar feito um trovão. Ela quase entrou em desespero quando sentiu que Normando se deitara ao seu lado na cama e lentamente a envolveu pela cintura encaixando-se de ladinho em seu traseiro. Teodoro ameaçou se virar em busca do calor do corpo de sua amada esposa, mas a teoria do caos os ajudara e ele se virou novamente para o lado contrário. Perigosamente Normando a enrabou mais uma vez, mas agora na presença de Teodoro, o que tornava tudo muito mais alucinante para os dois. Imaginem, uma espécie de: Dona Flor e seus dois maridos do século vinte e um – Aquilo era muita loucura. Na verdade, todo o prazer que Eibe sonhava em ter. A cepa grossa, lustosa, saborosa e rija de Normando penetrava o minúsculo anel anal de Eibe até o fim do talo e depois voltava vagarosamente até o despontar da cabeçorra vermelha. O corpo de Eibe ardia em chamas e ela sofria uma dor muda entre dentes cerrados abafando gritos de desespero e paixão com lágrimas nos olhos. No pensamento, um misto de desejo profundo por seu primo Normando e uma culpa mortal. O punhal da traição cravado no coração. Mas até quando? – ela pensara – Até o fim da eternidade.

Por: Ludyne Mendhelson

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Ludyne Mendhelson

Meu nome é Ludyne, tenho 40 anos de idade. Beijos, Ludyne!

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